sexta-feira, 30/10/2026

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Flávio Bolsonaro defende policiais acusados de homicídios de civis no Rio de Janeiro no STJ

Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência e atual senador pelo PL-RJ, tem se envolvido em casos polêmicos envolvendo a defesa de policiais militares no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Entre as situações mais notórias, ele…

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Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência e atual senador pelo PL-RJ, tem se envolvido em casos polêmicos envolvendo a defesa de policiais militares no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Entre as situações mais notórias, ele fez parte da equipe de advogados de cinco PMs acusados de cinco mortes, incluindo a de três inocentes e dois homens suspeitos de tráfico de drogas.

Um dos casos que chama atenção é o de uma operação no Vidigal, onde Flávio atuou em um recurso que impediu o julgamento dos policiais pelo júri popular. O Ministério Público do Rio de Janeiro havia tentado reverter essa decisão, mas a Quinta Turma do STJ negou o pedido, mantendo a posição de que não havia provas suficientes para levar os PMs a julgamento. O caso, revelado pelo jornal O Globo, envolve a morte de Claudio Henrique Nascimento de Oliveira, de 24 anos, e Marcos Guimarães da Silva, de 51, ambos alegadamente sem vínculos com o tráfico.

No contexto da operação, os policiais alegaram que estavam em confronto com criminosos, embora a investigação da Polícia Civil tenha apontado indícios de que os disparos partiram de um imóvel, com as vítimas sendo atingidas sem que houvesse um confronto real. A defesa dos PMs, liderada por Flávio, argumentou que a troca de tiros justifica as ações dos agentes.

Além do caso do Vidigal, Flávio também teve papel importante na defesa do policial Bruno Delaroli Dias, acusado de matar a menina Ana Clara Machado em Niterói, em 2021. A acusação contra Bruno é de homicídio qualificado, uma vez que disparos foram feitos em uma área com grande circulação de crianças. Apesar das alegações de defesa, o STJ decidiu que ele deve ser julgado pelo Tribunal do Júri, com a expectativa de que o caso avance em 2027.

Flávio Bolsonaro, que não ocupa cargo na mesa diretora do Senado, não enfrenta restrições legais para atuar como advogado em casos criminais, o que levanta questões sobre o papel de políticos em defesas de casos tão delicados. O Ministério Público do Rio ainda estuda a possibilidade de novos recursos para reverter as decisões que beneficiaram os policiais.