sexta-feira, 30/10/2026

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Jovens de 21 a 24 anos lideram abstenção nas eleições do 1º turno no Rio de Janeiro

A análise das abstenções nas eleições do Rio de Janeiro, realizada pelo RJ2 com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revela que os eleitores mais jovens, especialmente aqueles entre 21 e 24 anos, foram…

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A análise das abstenções nas eleições do Rio de Janeiro, realizada pelo RJ2 com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revela que os eleitores mais jovens, especialmente aqueles entre 21 e 24 anos, foram os que mais deixaram de comparecer às urnas no primeiro turno. Com uma taxa de abstenção de 23,42%, essa faixa etária se destacou negativamente em um cenário onde quase 3 milhões de eleitores no estado não votaram, representando 23,32% do total. Essa porcentagem coloca o Rio como o segundo estado com maior índice de abstenção do Brasil, atrás apenas de Mato Grosso do Sul.

O levantamento também apontou que a capital fluminense apresenta uma concentração significativa de locais com baixa participação, principalmente na região Central. No Colégio Pedro II, a abstenção atingiu alarmantes 46%. Além desse, outros três locais com alta taxa de ausências estão em Copacabana, e dois em Inhaúma, reforçando a ideia de que certas áreas da cidade enfrentam desafios em mobilização eleitoral.

O quadro se complica ainda mais entre os eleitores mais velhos. Embora o voto seja facultativo para essa faixa etária, os índices de abstenção aumentam conforme a idade avança; 34,4% dos eleitores entre 70 e 74 anos não votaram, e o número salta para 94,9% entre aqueles com 90 a 99 anos. Para Mayra Goulart, professora de Ciência Política da UFRJ, essas taxas refletem não apenas o desinteresse, mas também problemas estruturais como dificuldades de deslocamento e cadastros eleitorais desatualizados.

Os dados também revelam que Mangaratiba, na Costa Verde, lidera a abstenção entre os municípios fluminenses, com 26,71%, seguida por Valença e a própria cidade do Rio, onde um em cada quatro eleitores ficou em casa. Esse cenário de ausências sugere que, além de questões de mobilidade, há uma necessidade urgente de engajamento e melhorias na infraestrutura de acesso às urnas.

Historicamente, as eleições no segundo turno costumam apresentar taxas de abstenção ainda maiores do que no primeiro. No entanto, aqueles que não votaram na primeira etapa têm a oportunidade de participar do segundo turno, que ocorre em 25 de outubro, mesmo sem justificativa. O presidente do TRE-RJ, Claudio de Mello Tavares, alerta para a importância de os eleitores verificarem seus locais de votação antes do dia decisivo.