sexta-feira, 30/10/2026

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Família defende inocência de homem preso por soltar pipa em refinaria há seis dias

A situação de Carlos Henrique da Silva Júnior, de 35 anos, tem gerado comoção e protestos na Zona Norte do Rio. A família do homem, detido pela Polícia Militar no último sábado (17), acredita…

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A situação de Carlos Henrique da Silva Júnior, de 35 anos, tem gerado comoção e protestos na Zona Norte do Rio. A família do homem, detido pela Polícia Militar no último sábado (17), acredita que ele está preso injustamente há seis dias. Carlos estava soltando pipa na Refinaria de Manguinhos quando a abordagem policial se deu e um fuzil foi encontrado nas proximidades.

Na última sexta-feira (23), amigos e familiares se reuniram em Benfica, próximo ao Morro do Tuiuti, para exigir a liberdade de Carlos. Segundo seus parentes, ele é um trabalhador formal e nunca teve qualquer envolvimento com atividades criminosas. Imagens da abordagem mostram Carlos e um amigo, Charles Henrique, no chão, rendidos pelos policiais. Charles foi liberado na delegacia e confirmou que os dois estavam apenas participando de um festival de pipas, com várias crianças presentes no local.

“Os policiais chegaram disparando para o alto, assustando todo mundo. Havia muitas crianças brincando ali”, relatou Charles, ressaltando que a área da refinaria, desativada, é um ponto tradicional para os entusiastas das pipas nos fins de semana.

Quanto às acusações que recaem sobre Carlos, ele foi autuado por tentativa de homicídio, tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de fuzil. Contudo, na quinta-feira (22), a Justiça acolheu um parecer do Ministério Público que indicou a falta de provas de que Carlos tenha disparado contra os policiais, com os próprios PMs não o reconhecendo como autor dos tiros. A juíza Tula Corrêa de Mello descartou a acusação de tentativa de homicídio, mas Carlos ainda permanece preso pelas outras acusações, enquanto sua defesa já solicitou a revogação da prisão.

A Polícia Militar, por sua vez, afirmou que a ocorrência foi devidamente apresentada e que o caso está sob investigação. Em uma declaração, a corporação informou que as equipes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de Manguinhos receberam informações sobre criminosos armados e que foram atacadas a tiros durante a operação. Além do fuzil, foram apreendidos carregadores, munições, drogas e dinheiro.

A Polícia Civil também defendeu que a prisão de Carlos foi realizada conforme os procedimentos legais necessários, levando em consideração os relatos dos policiais, as circunstâncias da abordagem e os materiais apreendidos. O desenrolar deste caso continua a ser acompanhado de perto pela comunidade local, que clama por justiça e esclarecimentos.

Crédito da imagem: Família diz que homem foi preso por engano em Manguinhos