sexta-feira, 30/10/2026

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Prorrogação da votação no Rio causa confusão com urnas fechadas e eleitores recebem declaração de presença sem voto

A prorrogação da votação em todo o Brasil até às 19h, anunciada pelo ministro do STF, Cristiano Zanin, gerou uma série de contratempos em locais de votação, especialmente no Rio de Janeiro. Embora a…

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A prorrogação da votação em todo o Brasil até às 19h, anunciada pelo ministro do STF, Cristiano Zanin, gerou uma série de contratempos em locais de votação, especialmente no Rio de Janeiro. Embora a decisão tenha sido divulgada com a intenção de facilitar o acesso dos eleitores, muitos já tinham encerrado suas participações nas seções eleitorais, resultando em confusão e frustração para aqueles que tentaram votar após as 17h, horário habitual de fechamento das urnas.

No Colégio Pensi, localizado no Flamengo, duas eleitoras se depararam com a impossibilidade de votar quando tentaram acessar a urna às 17h20. Mesmo com a seção ainda aberta, as urnas já estavam fechadas, e uma das eleitoras teve que se contentar com uma declaração de comparecimento sem voto. O documento indicava claramente que a tentativa de votação ocorreu após o horário regular, o que gerou uma situação complicada para muitos que já estavam na fila.

Em Copacabana, a situação não foi diferente. Um vídeo gravado por um eleitor mostrou uma mulher tentando votar, enquanto as urnas eram retiradas de uma escola e colocadas em um furgão, tudo isso antes das 19h. A decisão de Zanin, segundo a qual a prorrogação se aplicaria apenas às urnas que permanecessem abertas no momento do anúncio, não foi clara o suficiente para evitar essa confusão em várias seções.

Além da confusão nas seções eleitorais, a prorrogação da votação foi motivada por um pedido da coligação do presidente Lula, visando ajudar eleitores em municípios afetados por problemas de transporte. A solicitação abrangia várias regiões do Brasil, incluindo o Rio de Janeiro. Por outro lado, a campanha do senador Flávio Bolsonaro também reivindicou uma extensão da votação em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul devido a condições climáticas adversas.

Como resultado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) endossou a orientação de que as seções abertas continuassem funcionando até as 19h, mas a realidade nas ruas mostrou que muitos eleitores ficaram sem a oportunidade de registrar seu voto, gerando insatisfação e incerteza sobre a eficácia da medida. O cenário evidenciou a necessidade de um planejamento mais eficaz para evitar que situações como essa voltem a ocorrer nas próximas eleições.