A polêmica envolvendo a procuradora de Macaé, Renata Pinto Rodrigues Pimentel Ribeiro, ganhou destaque nas redes sociais e na mídia após suas declarações ofensivas a nordestinos e mineiros. Na última terça-feira (27), Renata fez uma postagem em que afirmava não querer mais realizar políticas públicas para petistas, sugerindo ainda que empresários evitassem contratar artistas e trabalhadores dessas regiões. Esta manifestação gerou uma onda de repúdio, levando a administração municipal a suspender a procuradora por 30 dias, conforme publicado no Diário Oficial nesta quinta-feira (29).
Na postagem, Renata expôs sua indignação de forma agressiva: “Petistas não vão trabalhar pra mim, não vou fazer mais política pública pra poder ajudar esse tipo de gente. Aconselho a todos os empresários, microempresários a não contratarem artistas, pobres nordestinos e mineiros.” Além disso, ela fez um comentário ainda mais polêmico ao afirmar que “mineiros saem de Macaé” e que já era suficiente a presença de capixabas na cidade.
A manifestação não passou despercebida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que se posicionou contra as declarações, ressaltando que a liberdade de expressão não deve servir como justificativa para discriminação. A Polícia Civil também abriu um inquérito para investigar as declarações da procuradora, que, segundo ela, foram feitas em um momento de “cabeça quente”.
O Partido dos Trabalhadores (PT) de Macaé também se manifestou, afirmando que as palavras de Renata cruzam a linha da política e atingem a dignidade de muitos cidadãos que vivem e trabalham na cidade. Em resposta ao clamor popular, a Prefeitura repudiou as declarações, afirmando que não refletem os valores do município.
Em entrevista, Renata se defendeu, dizendo que as postagens estavam em perfis privados e que se sentiu traída. “Eu tava de cabeça quente, realmente, quando eu mandei os nordestinos. Meu pai é mineiro, meu avô é mineiro. É uma loucura, tô sendo ameaçada de morte”, afirmou, tentando justificar suas palavras e mantendo que não se arrepende do que disse.
Essa situação expõe a tensão social existente, especialmente em um país tão diverso quanto o Brasil, e levanta questões sobre a responsabilidade de servidores públicos nas redes sociais. Enquanto isso, a cidade de Macaé observa de perto as consequências das declarações de sua procuradora.



