terça-feira, 03/11/2026

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Câmeras da asa-delta que caiu em São Conrado registram o voo; polícia iniciará análise

A Praia de São Conrado, famosa por suas paisagens deslumbrantes e por ser um ponto de encontro de praticantes de esportes radicais, foi palco de uma tragédia nesta segunda-feira (2). Um voo de asa-delta…

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A Praia de São Conrado, famosa por suas paisagens deslumbrantes e por ser um ponto de encontro de praticantes de esportes radicais, foi palco de uma tragédia nesta segunda-feira (2). Um voo de asa-delta que deveria ser uma experiência emocionante terminou em dor e luto após a morte do instrutor Luiz Eduardo Rodrigues dos Santos, de 45 anos, e do turista argentino Adrian Guillermo Arismendi, de 26 anos. As imagens do acidente, capturadas por câmeras acopladas ao equipamento, foram entregues à polícia e serão analisadas durante a investigação.

Ambos os homens sofreram um acidente fatal logo após decolarem da Rampa da Pedra Bonita. De acordo com testemunhas, o instrutor fez uma curva em baixa altitude, o que resultou em uma colisão brutal com o muro que separa o calçadão da areia da praia. O Corpo de Bombeiros chegou rapidamente ao local, mas, apesar dos esforços médicos no Hospital Municipal Miguel Couto, não foi possível salvar as vítimas, que chegaram em estado crítico.

Bruno Menescal, presidente do Clube São Conrado de Voo Livre, destacou que as condições climáticas eram favoráveis no momento do acidente. Ele atribuiu a tragédia a um erro de julgamento do piloto. “Foi uma imperícia. A curva feita a baixa altura é algo que não se pode perdoar”, afirmou Menescal, ressaltando que se a asa-delta tivesse pousado na areia, as consequências poderiam ter sido diferentes.

As atividades de voo livre na região foram suspensas indefinidamente enquanto as investigações prosseguem na 15ª DP, na Gávea. A asa-delta envolvida no acidente será submetida a perícia, e testemunhas continuam sendo ouvidas para elucidar os detalhes do ocorrido.

Amigos e familiares de Adrian, que viajara da cidade argentina de Puerto Deseado para aproveitar o feriado no Rio, estiveram no hospital, mas estavam tão abalados que preferiram não falar com a imprensa. O grupo de amigos que acompanhava Adrian já havia realizado voos antes, mas esta era a primeira vez dele. Luiz Eduardo, por sua vez, tinha cerca de dez anos de experiência como piloto e havia se tornado instrutor há cerca de um ano. Apesar de sua experiência, o nome dele não consta na lista de instrutores do clube, embora Menescal afirme que a documentação estava em dia.

Este trágico acidente se soma a uma série de incidentes envolvendo voos livres na região de São Conrado. Este ano, já são cinco mortes registradas, incluindo um caso em fevereiro que resultou na queda de um instrutor e uma turista americana no mar. Além disso, outros acidentes também ocorreram nas últimas semanas, levantando preocupações sobre a segurança das práticas de voo livre.

Após o acidente, o Clube São Conrado de Voo Livre se comprometeu a intensificar as medidas de segurança e rigor nas atividades. “É um dia triste para o voo livre no Brasil. Apesar de todas as normas, a falha humana ainda pode ocorrer”, comentou Menescal. O clube reafirmou seu compromisso em colaborar com as autoridades para apurar as circunstâncias do acidente e expressou suas condolências às famílias das vítimas.

Crédito da imagem: Acidente com asa-delta em São Conrado deixa dois mortos