sexta-feira, 06/11/2026

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Autoridades apuram esquema para reativar banco inativo há 60 anos com objetivo de fraudes financeiras na região.

Um esquema criminoso que visa reativar um banco extinto há mais de 60 anos foi desmantelado pela polícia no Rio de Janeiro. Oito indivíduos foram indiciados por tentarem ressuscitar o Banco de Crédito Móvel…

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Um esquema criminoso que visa reativar um banco extinto há mais de 60 anos foi desmantelado pela polícia no Rio de Janeiro. Oito indivíduos foram indiciados por tentarem ressuscitar o Banco de Crédito Móvel (BCM), que encerrou suas atividades em 1964, com o intuito de reivindicar uma dívida do governo que poderia alcançar impressionantes R$ 2 bilhões.

As investigações, que fazem parte da segunda fase da Operação Lázaro, revelaram que o grupo se fazia passar por acionistas da instituição financeira e, supostamente, contava com a conivência de servidores públicos para registrar a reativação na Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja). Em troca de promessas de pagamento que somavam R$ 600 mil, esses funcionários teriam facilitado o processo.

Na última sexta-feira (6), a polícia executou dez mandados de busca e apreensão em residências de alto padrão nas zonas Sul e Sudoeste da cidade. Durante a operação, foram encontrados quase R$ 100 mil em dinheiro, além de euros e dólares, em uma das casas dos investigados.

O foco principal do plano criminoso era reivindicar um precatório relacionado à desapropriação de um vasto terreno de 153 mil metros quadrados localizado no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste. Precatórios são dívidas que o poder público deve pagar após uma decisão judicial definitiva, e a expectativa do grupo era se apropriar desse montante exorbitante.

Além disso, a investigação trouxe à tona indícios de que os investigados também estariam envolvidos em fraudes imobiliárias, invasões de terrenos e empreendimentos irregulares na Barra da Tijuca. Diante da gravidade das ações, a Justiça impôs medidas cautelares a quatro dos suspeitos, que agora devem usar tornozeleiras eletrônicas e cumprir recolhimento domiciliar à noite.

A Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro foi contatada, mas não se manifestou até o momento. As defesas dos investigados também não foram localizadas para comentar o caso.