sexta-feira, 30/10/2026

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Rio de Janeiro registra queda de 55% na presença de professores jovens em uma década, a pior taxa do Brasil

O cenário da educação no Rio de Janeiro é preocupante, especialmente quando se trata da renovação de professores. Um estudo realizado pela Escola Suíço-Brasileira, com base em dados do Censo Escolar do Inep, revela…

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O cenário da educação no Rio de Janeiro é preocupante, especialmente quando se trata da renovação de professores. Um estudo realizado pela Escola Suíço-Brasileira, com base em dados do Censo Escolar do Inep, revela que o estado enfrenta a maior taxa de envelhecimento no corpo docente do Brasil. Nos últimos dez anos, o número de docentes com até 24 anos que atuam no ensino médio caiu alarmantes 55,7%, enquanto o número de professores com 60 anos ou mais mais que dobrou, passando de 2.587 para 5.254.

Hoje, a relação é de um professor jovem para cada 19 professores na faixa dos 60 anos ou mais, o que representa uma grande preocupação para o futuro da educação fluminense. Em termos percentuais, esses profissionais mais velhos correspondem a 12,2% do total de docentes do estado. Neste Dia dos Professores, celebrado em 15 de outubro, as histórias de educadores experientes e de novos talentos revelam tanto os desafios quanto as oportunidades da profissão.

Um exemplo inspirador é a professora Peter Cohen, de 73 anos, que leciona arte no Ciep 196 em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Com uma abordagem que visa ampliar os horizontes dos alunos, ela incentiva seus estudantes a explorarem seus talentos. “Ensinar a sonhar é fundamental. Quero que eles saibam que podem alcançar o que desejam”, afirma Peter. Seu trabalho já rendeu frutos, como o de Harley dos Santos, de 16 anos, que se destacou como finalista em um concurso de artes na Espanha.

Maria Eduarda de Oliveira, de 17 anos, é uma das alunas de Peter que decidiu seguir os passos da professora. Para ela, ser educador é essencial: “O professor é a base da vida. Sem ele, não há aprendizado”, enfatiza.

Por outro lado, José Mário dos Santos Trindade, que começou a lecionar aos 23 anos, é um exemplo de como a paixão pela educação pode florescer desde cedo. Ele conta que sempre ajudou seus colegas durante o tempo de escola e, ao voltar como professor, teve até dificuldade em ser reconhecido pelo porteiro da instituição. Atualmente, além de lecionar matemática, ele participa da formação de novos professores no Instituto Sarah Kubitschek, em Campo Grande, na Zona Oeste.

José Mário sugere que o avanço da tecnologia e o desejo de empreender podem ser fatores que afastam os jovens da carreira docente. “Muitos preferem abrir seus próprios negócios ou explorar novas oportunidades no mercado”, observa. No entanto, existem jovens, como Maria Eduarda de Abreu da Silva, de 16 anos, que encontraram na sala de aula a inspiração para seguir a carreira de educador. Após vivenciar a realidade da educação e se deparar com professores dedicados, ela se apaixonou pela profissão.

Essas narrativas reforçam que, apesar das dificuldades enfrentadas na atração de novos docentes, a paixão pela educação e os exemplos de quem já está na profissão continuam a motivar a nova geração a considerar a docência como uma carreira possível e gratificante.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — Alexas_Fotos (pixabay)