sexta-feira, 30/10/2026

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Canella promoveu alteração na legislação para nomear Amim como chefe da Polícia Civil, revela PF

A recente operação da Polícia Federal, chamada Unha e Carne, trouxe à tona uma rede de corrupção que envolve figuras proeminentes do cenário político fluminense. O ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual, Márcio…

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A recente operação da Polícia Federal, chamada Unha e Carne, trouxe à tona uma rede de corrupção que envolve figuras proeminentes do cenário político fluminense. O ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual, Márcio Canella, e o ex-secretário de Polícia Civil, Marcus Amim, estão entre os alvos da investigação, que investiga a movimentação de mais de R$ 7,6 bilhões por meio de uma organização criminosa ligada a postos de combustíveis.

Conforme os detalhes revelados pela PF, Canella teria atuado para facilitar a nomeação de Amim ao comando da Polícia Civil, uma manobra que envolveu a alteração da legislação estadual. Para isso, ele teria promovido mudanças na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que flexibilizaram os requisitos de tempo de carreira para o cargo, permitindo que Amim, que tinha 21 anos de serviço na Polícia Civil, mas apenas 12 como delegado, pudesse assumir a secretaria. Essas manobras legislativas foram apontadas como parte de uma estratégia para fortalecer uma organização criminosa que operava em diversos níveis.

As prisões, determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, revelam um quadro preocupante de como a influência política pode corromper instituições públicas. A PF destacou que Canella, caracterizado como “patrono político” da organização, exerceu controle sobre as nomeações e a legislação que permitiu a ascensão de Amim a posições chave dentro do governo do estado.

Além da alteração na lei, a investigação também aponta que a relação entre Canella e Amim se estendeu a contratos públicos, onde a PF investiga possíveis favorecimentos em contratações realizadas durante a gestão de Amim no Detran-RJ. Esse esquema, segundo a apuração, teria beneficiado a organização criminosa ao garantir proteção institucional às suas atividades ilícitas.

Em meio a essa situação alarmante, a sociedade fluminense se vê diante da necessidade de refletir sobre a integridade das instituições e a importância do combate à corrupção. Enquanto as defesas de Canella e Amim se mantêm em silêncio até terem acesso aos autos, o desdobramento dessa investigação continua a desvelar uma rede complexa de corrupção que atinge o cerne da administração pública no estado do Rio de Janeiro.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — dangquangn (pixabay)