sexta-feira, 30/10/2026

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Mãe denuncia ex-marido por levar filha de 7 anos a São Paulo sem permissão; investigação em andamento

Uma situação angustiante está chamando a atenção na Baixada Fluminense, onde uma mãe enfrenta o desespero após seu ex-marido levar a filha de 7 anos para São Paulo sem a devida autorização. A contadora…

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Uma situação angustiante está chamando a atenção na Baixada Fluminense, onde uma mãe enfrenta o desespero após seu ex-marido levar a filha de 7 anos para São Paulo sem a devida autorização. A contadora Marcelle Santos Cruz, de 31 anos, relata que o pai, Deluan Santos da Cruz, deveria ter devolvido a menina na segunda-feira, 12 de outubro, após um feriado que deveriam passar juntos. No entanto, ele não cumpriu o combinado e ainda está dificultando o contato entre mãe e filha.

O caso, que já está sob investigação da Polícia Civil, foi revelado pelo jornal O Globo e está sendo tratado como subtração de incapaz. De acordo com Marcelle, a menina foi deixada na casa da tia paterna no sábado, 10, em Duque de Caxias e a expectativa era de que o pai a trouxesse de volta conforme acordado judicialmente.

“Fui até Duque de Caxias para entregar a minha filha à tia dela. O combinado era claro e, nos feriados, os dias são intercalados. Ele deveria ter trazido a menina de volta, mas não trouxe”, explicou Marcelle, que tentou contato com Deluan diversas vezes, sem sucesso. Inicialmente, ele alegou que não sabia o horário de retorno, mas depois simplesmente parou de responder.

Além da falta de comunicação, Marcelle acusa Deluan de condicionar a troca de informações sobre a menina a questões relacionadas à sua religião, o que tem gerado ainda mais tensão na relação entre os dois. “Ele começou a me questionar sobre a minha fé, que é de matriz africana, e fez comentários desrespeitosos”, relatou a mãe.

A situação se agravou quando, sem notícias da filha, Marcelle procurou a escola em Rocha Miranda na terça-feira, 13. Foi lá que descobriu que o pai havia retirado a criança da instituição e informado que a levaria para São Paulo, com previsão de retorno apenas em 3 de novembro. “Fiquei desesperada ao saber disso pela escola. Ele não me avisou e não solicitou minha autorização”, desabafou.

A Secretaria Municipal de Educação informou que não havia documentos ou decisões judiciais que impedissem Deluan de retirar a criança da escola. O Tribunal de Justiça do Rio, por sua vez, ressaltou que casos envolvendo menores tramitam em segredo de Justiça.

Atualmente, Deluan reside em São José dos Campos, mas possui familiares em Duque de Caxias. Marcelle, preocupada com a segurança da filha, fez dois registros de ocorrência. O primeiro foi na 40ª DP, e o segundo na Delegacia da Criança e Adolescente Vítima, após descobrir que o ex-marido tinha solicitado documentos escolares da menina. A investigação agora busca entender a situação e tentar trazer a criança de volta.

O advogado de Marcelle afirmou que medidas legais estão sendo tomadas, incluindo uma ação de busca e apreensão. “Estamos contatando as autoridades para localizar a criança e garantir seu retorno”, declarou. Além disso, o advogado classificou a atitude de Deluan como intolerância religiosa, que será investigada pelas autoridades competentes.

O histórico de Deluan é preocupante, com passagens pela polícia por agressões a ex-companheiras e até indiciamentos por tortura contra a própria filha, em um caso que permanece nas mãos do Ministério Público desde 2022. A situação é alarmante e a comunidade se mobiliza na esperança de que a justiça seja feita e a menina retorne ao convívio seguro de sua mãe.

Crédito da imagem: Marcelle e a filha, Eloah