sexta-feira, 30/10/2026

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Rueda conquista 60% dos votos em Belford Roxo ao lado de Canella, enquanto PF investiga possível uso de milícia na eleição passada do ex-prefeito

Uma investigação da Polícia Federal revelou um cenário preocupante em Belford Roxo, onde a eleição recente foi marcada por indícios de currais eleitorais. O foco das apurações se concentra no ex-prefeito Márcio Canella, que…

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Uma investigação da Polícia Federal revelou um cenário preocupante em Belford Roxo, onde a eleição recente foi marcada por indícios de currais eleitorais. O foco das apurações se concentra no ex-prefeito Márcio Canella, que fez uma parceria política com o recém-eleito deputado federal Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil. Rueda obteve 60,2% dos seus votos, totalizando 155.836, na cidade, onde a presença de Canella foi determinante para sua campanha.

Canella, que foi preso na última quinta-feira (15), é acusado de usar milícias para manter seu domínio sobre as urnas em Belford Roxo. O relatório que embasou sua prisão aponta para a existência de um braço armado e táticas de coerção para garantir a manipulação eleitoral. Embora Rueda não tenha sido diretamente citado nas investigações, sua ligação com Canella e suspeitos de milícias levantou questões que foram endereçadas à Procuradoria Regional Eleitoral, que se manifestou contra sua candidatura.

O ex-prefeito e o deputado federal, em suas campanhas, se apresentaram como uma “dobradinha”, sendo Rueda denominado como “o federal do Canella”. Essa união teve impacto significativo nas urnas de Belford Roxo, onde Canella, ao lado de Rueda, reforçou sua base eleitoral. O ex-prefeito foi o segundo deputado estadual mais votado do Rio, conquistando 54% dos votos na cidade, enquanto seu concorrente mais próximo, Igo Menezes, obteve apenas 2,5% dos votos.

A Procuradoria Regional Eleitoral detalhou a conexão entre Rueda, Canella e figuras ligadas a milícias, incluindo Fabinho Varandão, atual secretário municipal de Esportes, acusado de extorsões e controle armado na região. Apesar das evidências levantadas, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) autorizou a candidatura de Rueda, mesmo diante da oposição da Procuradoria.

Além disso, antes da eleição, já havia questionamentos sobre a relação de Canella com milícias, que foram levados ao TRE-RJ por adversários políticos. O desembargador Guilherme Calmon votou para barrar a candidatura de Canella, citando ligações com grupos criminosos, mas a maioria do tribunal decidiu por sua liberação.

Enquanto a situação se desenrola, a defesa de Márcio Canella não se manifestou sobre as acusações, e Antônio Rueda também não respondeu aos pedidos de esclarecimento. A comunidade de Belford Roxo observa com atenção o desfecho dessa investigação, que pode ter implicações significativas para o futuro político da cidade.