sexta-feira, 30/10/2026

22° Duque de Caxias Poucas nuvens · máx 28° mín 21°

Apreensão de ‘santinhos’ de Márcio Canella ocorre em residência de familiar de Oruam e filho de Marcinho VP, detido pela PF

Uma operação da Polícia Federal (PF) desencadeou uma série de prisões nesta segunda-feira (19) em uma investigação sobre a exploração de serviços de internet em comunidades dominadas pelo Comando Vermelho. Entre os detidos estão…

Compartilhe:

Uma operação da Polícia Federal (PF) desencadeou uma série de prisões nesta segunda-feira (19) em uma investigação sobre a exploração de serviços de internet em comunidades dominadas pelo Comando Vermelho. Entre os detidos estão Lucas Santos Nepomuceno, conhecido como Lucca, irmão do rapper Oruam, e sua mãe, Márcia Gama Nepomuceno, o que gerou grande repercussão na região.

A PF apreendeu santinhos de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e um dos principais envolvidos na trama. Os panfletos, que não tinham o número do candidato, continham um QR Code direcionando para uma página de apoio a Canella e ao deputado federal Antonio Rueda. Canella já havia sido preso na quinta-feira (15) em uma investigação distinta, sendo acusado de liderar uma organização criminosa que utilizava uma rede de postos de combustíveis como fachada para lavagem de dinheiro.

De acordo com a PF, os serviços de internet em áreas como o Complexo do Alemão e da Penha estão sendo explorados por provedores que operam sob o controle da facção. A operação, batizada de Backbone, busca desmantelar esse esquema que, segundo os investigadores, gera lucros significativos para o crime organizado, dificultando a concorrência de operadoras regulares.

Até o momento, 19 dos 23 mandados de prisão preventiva foram cumpridos, incluindo o vereador Fabio Silva (Podemos). A PF também bloqueou até R$ 558 milhões em bens e valores relacionados a 40 pessoas físicas e 42 empresas envolvidas na investigação. Os traficantes armados, segundo a PF, são responsáveis por impedir a atuação de serviços de internet legítimos, forçando os provedores a pagar tarifas mensais para operar nas comunidades.

A situação é alarmante e ilustra como o crime organizado se infiltra em diversas esferas da sociedade, utilizando serviços básicos como a internet para financiar suas atividades ilícitas. As operações, que fazem parte da ADPF 635, destacam a necessidade de um olhar mais atento e intervenções eficazes para garantir a segurança e a justiça nas comunidades afetadas.