Hoje, 16 de junho, celebramos o Dia Mundial do Pão, uma data que destaca a relevância da panificação e confeitaria na economia fluminense. No Rio de Janeiro, o setor registrou um crescimento considerável, com mais de 46 mil empregos formais em 2025, representando um aumento de 4,1% em relação ao ano anterior.
Na Baixada Fluminense, especialmente em Caxias, o cenário é promissor. Com 3.678 vínculos formais na área, a região viu um avanço de 3,9% em comparação com 2024, segundo o Observatório Firjan. Os municípios de Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo, Magé e Guapimirim, juntos, contam com 605 estabelecimentos dedicados à panificação e confeitaria.
No entanto, o crescimento do setor vem acompanhado de um desafio significativo: a dificuldade em encontrar profissionais qualificados. Rubens Souza, sócio da Padaria Aliança em Duque de Caxias, relata que a busca por padeiros e confeiteiros experientes é uma das principais barreiras para o negócio. Segundo ele, a falta de candidatos com conhecimento técnico e habilidades em segurança alimentar compromete a operação das padarias.
A formação profissional se torna um ponto crucial nesse cenário. A trajetória de Joaquim Vicente Silva Alves, por exemplo, ilustra como o investimento em qualificação pode abrir portas. Desde pequeno, envolvido com a produção de pães, Joaquim fez um curso de panificação no Senai, o que lhe proporcionou uma carreira sólida, culminando em uma posição de liderança na Bunge.
A Firjan SENAI Caxias, consciente da demanda por mão de obra qualificada, inaugurou recentemente uma Escola de Panificação e Confeitaria, com capacidade para atender até 80 alunos por dia. A escola oferece 19 cursos voltados para as necessidades do mercado, com uma meta ambiciosa de formar até 300 novos profissionais anualmente.
A remuneração dos padeiros e confeiteiros, de acordo com dados do Indeed, varia conforme a função e a experiência, com salários médios em torno de R$ 2.352 e R$ 2.445, respectivamente. Contudo, é importante ressaltar que esses valores podem não refletir a realidade de todos os municípios do estado, já que o piso salarial é definido por convenções coletivas específicas.
Além disso, o panorama de emprego no setor está em transformação: entre 2022 e 2025, as funções ligadas à operação industrial cresceram 30% no estado, enquanto o total de empregos na panificação e confeitaria avançou 6,4%. Raphael Veríssimo, especialista da Firjan, destaca que isso evidencia a necessidade urgente de profissionais capacitados para lidar com processos cada vez mais sofisticados.
Portanto, neste Dia Mundial do Pão, fica claro que a valorização da formação técnica é essencial para o futuro do setor, e as oportunidades estão aí para quem deseja se dedicar a essa carreira promissora.
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