sexta-feira, 30/10/2026

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Deputado Marcelo Queiroz: Investigado pela PF pela segunda vez e com aumento patrimonial significativo

O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) está novamente em foco da Polícia Federal, desta vez na 2ª fase da Operação Castratio, que investiga possíveis irregularidades em contratos de castração de animais no Rio de…

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O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) está novamente em foco da Polícia Federal, desta vez na 2ª fase da Operação Castratio, que investiga possíveis irregularidades em contratos de castração de animais no Rio de Janeiro. Os investigadores estão de olho não apenas nos contratos questionáveis, mas também na impressionante evolução patrimonial do parlamentar, que cresceu cerca de 665% nos últimos anos.

Essa é a segunda vez que Queiroz é alvo da operação em menos de seis meses. Na 1ª fase, em maio, a PF apreendeu seu celular no Aeroporto Santos Dumont enquanto ele se preparava para embarcar. As investigações atuais levantam suspeitas de peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, envolvendo contratos que totalizam quase R$ 200 milhões. De acordo com a PF, há indícios de superfaturamento e fraudes em licitações.

Até o momento, a assessoria do deputado e a Câmara dos Deputados não se manifestaram sobre as novas investigações. Marcelo Queiroz nasceu em 1984 no Rio de Janeiro e é um político com formação em Direito e Economia. Sua carreira começou como vereador, passando por cargos importantes, como a Secretaria de Estado de Agricultura, onde os contratos sob suspeita foram firmados.

Ao longo de sua trajetória, Queiroz se destacou na defesa da causa animal, promovendo programas de castração e vacinação. No entanto, essa conexão com a causa está no centro das apurações da Operação Castratio, que investiga se ele se aproveitou do tema para obter vantagens políticas e financeiras.

Um dos alvos da investigação é a Consuvet, uma empresa criada em 2021 que, em apenas quatro meses, firmou contratos com a Secretaria de Agricultura que somavam mais de R$ 8,3 milhões. Desde então, o montante de contratos assinados ultrapassou R$ 193 milhões.

Além disso, a investigação se aprofundou na evolução do patrimônio de Queiroz, que levantou questões sobre possíveis enriquecimentos ilícitos. A Polícia Federal quer esclarecer se o deputado teve algum papel ativo nesse esquema e como sua trajetória se entrelaça com as acusações que agora pesam sobre ele.