Uma situação preocupante no Instituto Penal Oscar Stevenson, localizado em Benfica, na Zona Norte do Rio, veio à tona após um cartaz ser afixado na entrada do refeitório das funcionárias, limitando a quantidade de proteína nas refeições. O aviso, que dizia “A proteína será somente dois pedaços, questão de conscientização”, levantou suspeitas sobre a gestão da unidade.
A investigação revelou que essa ordem partiu da então diretora do presídio, Graça Maria Silva de Souza, que foi presa em flagrante sob a acusação de desvio de alimentos. O material, datado de setembro deste ano, indicava que a comida que deveria ser servida às policiais penais estava sendo desviada para uso pessoal.
Fontes próximas ao caso relataram que Graça teria instruído um grupo de detentas a colocar diversos alimentos em seu carro, incluindo carne, frango, peixe e até queijos e frutas. A abordagem foi feita após uma denúncia sobre irregularidades na distribuição dos alimentos do presídio, e agentes da Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário iniciaram a vigilância sobre o caso.
Quando os agentes abriram o carro da diretora, encontraram uma variedade de produtos no porta-malas. Ao ser interrogada sobre a origem dos itens, Graça não conseguiu apresentar notas fiscais e alegou que os alimentos teriam sido arrecadados no presídio para um centro espírita, pois não seriam mais consumidos.
A Secretaria Estadual de Polícia Penal confirmou o afastamento imediato de Graça, que foi autuada por peculato, crime que envolve o desvio de bens públicos. Além disso, a diretora foi exonerada e um processo administrativo disciplinar foi iniciado, refletindo a seriedade das acusações e a necessidade de transparência na gestão dos recursos públicos.



