sexta-feira, 30/10/2026

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Empresa de vereador detido utilizava mensagens para promover candidatura pré-eleitoral

A prisão do vereador Fábio Silva, do Podemos, em Londrina, no Paraná, acende um alerta sobre a influência do crime organizado nas comunicações na região. A ação, realizada pela Polícia Federal na última segunda-feira…

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A prisão do vereador Fábio Silva, do Podemos, em Londrina, no Paraná, acende um alerta sobre a influência do crime organizado nas comunicações na região. A ação, realizada pela Polícia Federal na última segunda-feira (19), faz parte da Operação Backbone, que investiga um monopólio de internet controlado pelo Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão, todos na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Fábio Silva é associado à Nort Telecom, uma das empresas que estão sob investigação e que, durante a campanha de 2024, utilizou mensagens enviadas a seus clientes para promover a candidatura do vereador. Essas mensagens continham convites para que as pessoas seguissem o político nas redes sociais, levantando sérias questões sobre o uso indevido de recursos corporativos em campanhas eleitorais.

A operação começou após denúncias de que clientes da Nort Telecom estavam sendo ameaçados com a suspensão dos serviços de internet caso não votassem em Fábio Silva, mesmo estando em dia com seus pagamentos. Essa prática gerou uma investigação do Ministério Público Eleitoral, que já havia solicitado a cassação do mandato do vereador, embora ele tenha sido absolvido em uma ação anterior sobre propaganda eleitoral irregular.

As denúncias também apontam para a utilização da cor verde, associada à campanha de Fábio Silva, em ações de revitalização de espaços públicos na comunidade. Imagens de barricadas e outros locais pintados de verde foram apresentadas como evidência de que o vereador pode ter se beneficiado da influência do CV nas comunidades.

A Operação Backbone busca desmantelar uma rede de provedores de internet que, segundo a PF, age em conluio com grupos criminosos que buscam eliminar a concorrência por meio de atos violentos, como incêndios e cortes de cabos. A investigação também investiga a possibilidade de lavagem de dinheiro através dessas empresas.

Em sua defesa, Fábio Silva negou qualquer ligação com atividades ilícitas e aguarda acesso aos autos do processo para se manifestar. Ele foi encaminhado ao Centro Integrado de Triagem de Londrina, enquanto sua transferência para o Rio de Janeiro depende de autorização do Supremo Tribunal Federal.