A Polícia Civil do Rio de Janeiro deu um importante passo na luta contra a criminalidade ao prender, nesta quinta-feira (22), um homem suspeito de atuar como olheiro em uma quadrilha que realiza o crime conhecido como “saidinha de banco”. O detido, Fábio Cassiano da Silva, é acusado de estar envolvido em uma tentativa de latrocínio que teve como alvo a arqueóloga e professora aposentada Tania Andrade Lima, baleada durante um assalto no Leblon, na Zona Sul da cidade.
A captura de Fábio ocorreu no bairro de Benfica, na Zona Norte, em uma operação liderada por policiais da 9ªDP (Catete). As investigações apontam que ele esteve presente em pelo menos cinco assaltos. Tania, que conquistou reconhecimento por sua descoberta do Cais do Valongo durante as obras de revitalização da Zona Portuária, foi ferida com três tiros ao deixar um banco na Rua General Venâncio Flores.
De acordo com a polícia, Fábio atuava observando a movimentação nas agências bancárias, identificando pessoas que realizavam saques e repassando essas informações aos demais integrantes da quadrilha. Em um incidente registrado em março, no Recreio dos Bandeirantes, ele foi flagrado dentro de uma agência, fotografando uma possível vítima e enviando a imagem para seus comparsas.
Os dados indicam que a quadrilha já havia realizado pelo menos quatro assaltos em agosto, atingindo bairros como Copacabana, Flamengo e Barra da Tijuca. A polícia agora se empenha em identificar outros membros do grupo e esclarecer o papel de cada um nas atividades criminosas.
Em um episódio relacionado, na quarta-feira (21), um outro integrante da quadrilha, Luís Fernando Rodrigues dos Santos, de 28 anos, foi morto em uma troca de tiros com agentes da polícia em Botafogo. Ele, que possuía um extenso histórico criminal com 27 passagens, tentou atropelar os policiais antes de ser baleado. Durante a ação, uma passageira que estava no veículo também foi ferida por estilhaços.
A TV Globo tentou contatar a defesa de Fábio Cassiano da Silva, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno. O caso continua em investigação, com a polícia trabalhando para desmantelar toda a organização criminosa que tem causado temor na população carioca.



