sexta-feira, 30/10/2026

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Homem fica surpreso ao registrar mulher fazendo saudação nazista após votação no Rio

No último domingo (25), um incidente alarmante marcou o 2º turno das eleições no Rio de Janeiro, quando uma mulher foi flagrada fazendo uma saudação nazista após votar no Colégio Santo Inácio, em Botafogo.…

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No último domingo (25), um incidente alarmante marcou o 2º turno das eleições no Rio de Janeiro, quando uma mulher foi flagrada fazendo uma saudação nazista após votar no Colégio Santo Inácio, em Botafogo. Ian Andrade, um eleitor judeu que testemunhou a cena, expressou sua indignação ao relatar que, mesmo sem medo, sentiu um profundo nojo ao ver tal ato de intolerância.

Andrade, que aguardava a saída da mulher para confirmar o que havia acontecido, registrou o momento em vídeo. Ele contou que, ao ser abordada, a mulher não apresentou explicação para o gesto e ainda se mostrou desdenhosa ao saber que ele era judeu, afirmando que isso tornava a situação “pior ainda”. A saudação, que remete diretamente ao regime nazista, preocupa não apenas pela sua natureza, mas pelo contexto em que ocorreu: dentro de uma zona eleitoral, um espaço que deveria ser sagrado e democrático.

O ato gerou reações entre os presentes, muitos dos quais pegaram seus celulares para filmar a discussão. A situação foi presenciada por um policial militar que, segundo Andrade, não tomou nenhuma atitude. Após o ocorrido, o eleitor decidiu formalizar uma queixa na 10ª DP, anexando o vídeo como prova. Ele espera que a mulher seja responsabilizada, defendendo que essa manifestação de ódio não pode passar despercebida.

A Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ) se manifestou oficialmente, repudiando o ato como inaceitável e uma afronta aos valores democráticos e à dignidade humana. “É especialmente grave que um episódio dessa natureza ocorra durante o exercício do voto, um dos símbolos mais importantes da democracia brasileira”, afirmou a Federação em nota.

Este episódio serve como um lembrete sombrio da importância de estarmos vigilantes contra manifestações de ódio e intolerância, especialmente em momentos que deveriam celebrar a democracia e a diversidade. A história nos ensina que o silêncio diante de tais atos pode ter consequências devastadoras. A sociedade carioca e o Brasil como um todo precisam refletir e agir contra qualquer forma de discriminação e violência.