sexta-feira, 30/10/2026

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Leblon enfrenta aumento de roubos e lesões corporais, aponta levantamento após incidente com arqueóloga

Nos primeiros nove meses de 2026, o Leblon, um dos bairros mais icônicos da Zona Sul do Rio de Janeiro, teve um aumento alarmante nos índices de criminalidade. Os dados do Instituto de Segurança…

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Nos primeiros nove meses de 2026, o Leblon, um dos bairros mais icônicos da Zona Sul do Rio de Janeiro, teve um aumento alarmante nos índices de criminalidade. Os dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) revelam um crescimento de 47,8% nos roubos a pedestres e um aumento significativo em outros tipos de crime, como o roubo de rua e lesões corporais. Essa escalada da violência se torna ainda mais preocupante após o recente caso da arqueóloga Tania Andrade Lima, que foi baleada durante um assalto logo após sacar dinheiro em um banco.

Os números são claros: entre janeiro e setembro de 2026, os roubos totais na área da 14ª Delegacia de Polícia (Leblon) subiram de 501 para 591, enquanto os roubos a transeuntes passaram de 161 para 238 casos. O aumento em lesões corporais dolosas também é notável, com 221 registros em 2026, em comparação com 173 no ano anterior — uma alta de 27,7%.

O incidente que vitimou Tania, que é uma respeitada pesquisadora e professora aposentada, aconteceu na Rua General Venâncio Flores. Ela foi atacada logo após sacar um valor significativo em dinheiro e, segundo seu sobrinho, pode ter sido seguida por criminosos. Este tipo de crime, conhecido como “saidinha de banco”, tem se tornado cada vez mais comum na região, como evidenciado pelo aumento de roubos após saques, que saltaram de um para cinco casos neste ano.

O roubo a transeuntes, por sua vez, teve um crescimento percentual alarmante, e o furto a transeuntes também seguiu essa tendência, com 496 registros em 2026. É um reflexo de um problema crescente que afeta não apenas a segurança dos moradores, mas também a percepção de segurança na região.

Em contraste, em todo o estado do Rio de Janeiro, a situação é um pouco diferente, com um aumento de 3,6% nos roubos de veículos, mas uma queda nos roubos de rua — indicando uma complexidade nos padrões de criminalidade que merece atenção.

No caso da arqueóloga, após ser baleada, ela foi levada para o Hospital Municipal Miguel Couto, onde seu estado foi considerado estável, mas com necessidade de cuidados, especialmente devido a um projétil que ficou alojado em seu pescoço. As forças policiais já iniciaram as investigações e, embora a motocicleta utilizada no crime tenha sido recuperada, ainda há muito a fazer para garantir a segurança dos moradores do Leblon.

A história de Tania não é apenas um exemplo de como a violência pode atingir qualquer pessoa, mas também um chamado à ação para que a comunidade e as autoridades se unam em busca de soluções para reverter essa triste realidade. O Leblon, conhecido por sua beleza e tranquilidade, não pode ser refém do medo e da criminalidade.

Crédito da imagem: Mulher é baleada no Leblon