sexta-feira, 30/10/2026

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MPE se posiciona contra o registro de candidatura de Márcio Canella

O cenário político do Rio de Janeiro se tornou ainda mais conturbado com a recente recomendação do Ministério Público Eleitoral (MPE) para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não aceite o registro de candidatura…

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O cenário político do Rio de Janeiro se tornou ainda mais conturbado com a recente recomendação do Ministério Público Eleitoral (MPE) para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não aceite o registro de candidatura de Márcio Canella, do União Brasil. Canella, que obteve a segunda maior votação para deputado estadual no estado, com 197.178 votos, encontra-se envolvido em sérias acusações.

Na última fase da Operação Unha e Carne, Canella foi preso e é investigado por crimes como lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, além de formação de cartel. A investigação aponta que o deputado é o principal articulador de um esquema criminoso que usa uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana como um meio para lavar dinheiro.

De acordo com o relatório do MPE, Canella teria nomeado figuras ligadas ao crime organizado para posições chave durante sua gestão como prefeito de Belford Roxo, o que levanta questões sobre a integridade de sua administração. O documento, assinado pelo vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, afirma que o ex-prefeito projetou uma aproximação com lideranças milicianas, comprometendo a governança local.

Além de sua recente prisão, Canella já havia enfrentado outra detenção em julho, quando foi encontrado com um fuzil em seu veículo durante uma operação policial. Na ocasião, ele negou a posse da arma. Após esses episódios, Canella decidiu se candidatar a deputado estadual, alcançando uma expressiva votação, mas agora se vê em meio a um turbilhão jurídico.

O MPE destaca que, embora não haja uma condenação criminal formal, as evidências coletadas são suficientes para questionar a elegibilidade de Canella. Os promotores alegam que ele não apenas se associou a milicianos, mas também estabeleceu relações com facções criminosas, conforme revelado na Operação Barricada Zero.

A defesa do deputado, por sua vez, argumenta que o MPE não impugnou seu registro quando teve a oportunidade, e confia que o TSE reconhecerá a legitimidade de sua candidatura. Canella e seus advogados estão otimistas quanto ao desfecho do processo, almejando uma decisão favorável da Justiça para que ele possa assumir seu cargo na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.