sexta-feira, 30/10/2026

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Pacientes compartilham experiências de complicações e impactos emocionais após procedimentos em clínica de estética no Rio

A Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando uma clínica de cirurgias plásticas na Zona Sul, onde três mulheres morreram e várias outras pacientes relataram complicações graves após procedimentos estéticos. Os relatos de…

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando uma clínica de cirurgias plásticas na Zona Sul, onde três mulheres morreram e várias outras pacientes relataram complicações graves após procedimentos estéticos. Os relatos de sequelas físicas e emocionais são alarmantes e preocupantes, com casos de infecções, necroses e deformidades sendo comuns entre as mulheres que passaram pela clínica.

Dentre as vítimas, a professora Adriane compartilha sua angustiante experiência. O que deveria ser uma simples cirurgia no abdômen transformou-se em um pesadelo, resultando em uma infecção severa e a perda de parte de seus tecidos. De acordo com ela, ao retornar à clínica com sinais de complicação, foi informada de que tudo era normal. “Quando tiraram os curativos, começou a sair pele. Falaram que era normal. Depois começou a ficar preta”, lembra. Com a descoberta de que o responsável pelo procedimento não era um cirurgião plástico qualificado, sua vida mudou. “Estou deformada. Eu não tenho barriga. Eu poderia estar na estatística. Eu sobrevivi”, desabafa.

Outro depoimento impactante é o de Gisele, que buscou a clínica para remover glândulas de gordura. As cicatrizes que restaram a fizeram questionar a qualidade do atendimento recebido. “A costura parecia que eu estava num açougue. Tenho certeza absoluta de que foram duas pessoas diferentes”, afirma, levantando a suspeita de que alunos de pós-graduação possam ter participado da cirurgia sem o conhecimento das pacientes.

A comerciante Thaíse, que passou por uma cirurgia de redução de seios, também relata insatisfação com o resultado estético. “Um seio ficou mais redondo, enquanto o outro ficou oval. Está totalmente desigual”, lamenta. Embora a clínica tenha oferecido uma cirurgia reparadora, a perda de confiança em seus serviços a deixou apreensiva. “Estou morrendo de medo de voltar lá para refazer”, revela.

As preocupações das pacientes vão além das suas próprias experiências. Muitas delas clamam por medidas que impeçam que outras mulheres passem pelo mesmo sofrimento. “Estou pedindo para alguém fazer alguma coisa, para fechar aquela clínica”, desabafa uma das mulheres entrevistadas.

A investigação não se limita às três mortes, mas abrange pelo menos 24 outros casos de complicações associadas a procedimentos realizados na clínica. Especialistas envolvidos no caso ressaltam a gravidade das denúncias e a necessidade urgente de esclarecer as circunstâncias que levaram a tais tragédias.