sexta-feira, 30/10/2026

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Prisão de Marcus Amim é confirmada pela Justiça após audiência de custódia

Na última sexta-feira (16), a Justiça Federal decidiu manter a prisão do delegado Marcus Amim, ex-secretário da Polícia Civil, após a audiência de custódia. A situação do deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil),…

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Na última sexta-feira (16), a Justiça Federal decidiu manter a prisão do delegado Marcus Amim, ex-secretário da Polícia Civil, após a audiência de custódia. A situação do deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), que também foi preso na quinta-feira (15) durante a 8ª fase da Operação Unha e Carne, ainda estava indefinida até o fechamento desta matéria.

As ordens de prisão preventiva foram emitidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação, que é um desdobramento de ações anteriores, já havia resultado em buscas contra ambos os suspeitos em julho, durante a 6ª fase da mesma operação.

A investigação, conduzida pela Polícia Federal, se concentra em uma organização criminosa armada que teria utilizado uma rede de 96 postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro. O grupo é acusado de movimentar impressionantes R$ 7,6 bilhões em seis anos, segundo informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A operação não se limita a Canella e Amim; outros inspetores da Polícia Civil também foram detidos, incluindo Christiano e Giovanni Gaspar Fernandes, além de José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukiá Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo.

Além das prisões, Moraes ordenou o sequestro de bens e a suspensão das atividades de 112 empresas ligadas ao esquema, a maioria delas postos de combustíveis. A Polícia Federal afirma que os envolvidos poderão responder por uma série de crimes, como organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel.

Este caso levanta questões sobre a integridade das instituições na região e o futuro político de Canella, que agora depende do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A situação é um lembrete sombrio sobre os desafios que a sociedade enfrenta no combate à corrupção e à criminalidade organizada.

Crédito da imagem: Márcio Canella e Marcus Amim são presos pela PF