Em um episódio que levantou polêmica em Macaé, a procuradora do município, Renata Pinto Rodrigues Pimentel Ribeiro, fez declarações ofensivas contra nordestinos e mineiros em suas redes sociais. Em uma postagem realizada na terça-feira (27), Renata afirmou que não irá mais implementar políticas públicas voltadas para petistas, referindo-se a eles de maneira pejorativa e orientando empresários a não contratarem “artistas, pobres nordestinos e mineiros”.
A repercussão foi imediata, levando a Polícia Civil a abrir um inquérito para investigar as mensagens. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também se manifestou, ressaltando que a liberdade de expressão não deve servir de justificativa para discriminação ou hostilidade.
A procuradora, em sua postagem, disse: “Petistas não vão trabalhar pra mim, não vou fazer mais política pública pra poder ajudar esse tipo de gente”. Suas afirmações incluíram um ataque direto a mineiros, sugerindo que eles “saem de Macaé”, e expressou seu desprezo com a frase: “Já basta o Espírito Santo que vocês invadem feito tralha”.
Com o caso ganhando força, a Câmara Municipal de Macaé também se pronunciou. Durante a sessão que ocorreu na mesma data, vereadores criticaram as declarações e pediram investigação. O presidente da Câmara, Luciano Diniz, afirmou que esperava que o caso fosse encaminhado para a Procuradoria para as devidas providências.
O PT de Macaé não ficou em silêncio e emitiu uma nota onde o presidente da sigla, professor Paulo Henrique, destacou que os comentários de Renata ultrapassam os limites da disputa política e atingem a dignidade de cidadãos que residem e trabalham na cidade. O partido já acionou o Ministério Público e a Ouvidoria-Geral do Município para que medidas sejam tomadas.
A Prefeitura de Macaé, por sua vez, declarou que a situação já foi encaminhada à Procuradoria-Geral do Município e que as declarações da procuradora não refletem os valores e a posição institucional da administração municipal.
Em uma tentativa de se justificar, Renata afirmou que suas publicações eram de um perfil privado e alegou que foi traída por pessoas próximas que compartilharam suas mensagens. “Estava de cabeça quente”, disse ela, mencionando que seu pai e avô eram mineiros, e ressaltou que, apesar das declarações, pretende continuar a realizar suas funções como procuradora de forma imparcial.
Com a situação ainda em desenvolvimento, a comunidade macaense observa atenta as repercussões e os desdobramentos desse caso que coloca em evidência questões de discriminação e respeito às diversidades regionais e sociais.



