sexta-feira, 30/10/2026

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Três policiais militares são condenados por envolvimento com o ‘Novo Escritório do Crime’ e enfrentarão penas de até 63 anos de reclusão

A Justiça do Rio de Janeiro tomou uma decisão contundente ao condenar três policiais militares envolvidos em um esquema criminoso conhecido como “novo Escritório do Crime”, que é acusado de sequestros, homicídios por encomenda…

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A Justiça do Rio de Janeiro tomou uma decisão contundente ao condenar três policiais militares envolvidos em um esquema criminoso conhecido como “novo Escritório do Crime”, que é acusado de sequestros, homicídios por encomenda e comércio ilegal de armas, incluindo aquelas apreendidas em operações da própria PM. O sargento Bruno Marques da Silva, conhecido como Bruno Estilo, recebeu uma pena de 63 anos de prisão, enquanto os sargentos Diogo Briggs Climaco das Chagas e o capitão Alessander Ribeiro Estrella foram condenados a 27 anos.

A sentença não apenas estabeleceu penas severas, mas também determinou a manutenção da prisão preventiva de Bruno e Alessander. Já Diogo poderá apelar da decisão em liberdade. Os dois sargentos enfrentarão o processo de exclusão da PM assim que esgotarem todos os recursos disponíveis, enquanto o caso de Alessander, por ser oficial, será analisado pelo Tribunal de Justiça para determinar sua expulsão da corporação.

As investigações do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) revelaram que o grupo operava de maneira semelhante a um antigo esquema de extermínio, liderado por um ex-capitão do Bope. Entre os casos investigados, estão dois assassinatos em plena luz do dia, incluindo o de Fábio Romualdo Mendes, em Vargem Pequena, e Neri Peres Júnior, em Realengo, ambos ocorridos em 2021.

Os três policiais foram implicados em negócios clandestinos de armamentos, com Bruno Estilo sendo apontado como planejador e executor de homicídios, além de negociador de armas e munições. Alessander e Diogo, por sua vez, são acusados de fornecer material bélico, incluindo armas que teriam sido desviadas de apreensões policiais. As investigações mostraram que houve uma série de interações entre os policiais e membros do grupo criminoso, evidenciando a gravidade da situação.

Até o momento, as defesas de Alessander Estrella e Diogo Briggs não se manifestaram sobre as condenações, e a reportagem não obteve retorno da defesa de Bruno Marques da Silva.