A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deu um grande golpe em uma quadrilha suspeita de invadir sistemas bancários, em uma operação que se estendeu por quatro estados brasileiros. Nesta quarta-feira, 4 de outubro, a chamada Operação Chave Mestra resultou na prisão de cinco indivíduos e no cumprimento de 28 mandados judiciais em Goiás, Paraná, Rio de Janeiro e no Distrito Federal.
As investigações revelaram um esquema sofisticado de fraudes telefônicas que permitiu aos criminosos acessar a conta corporativa de um funcionário de um banco de desenvolvimento. O método utilizado foi a transferência da linha telefônica do trabalhador para um chip controlado pela gangue, que assim conseguiu receber códigos de verificação e redefinir senhas, acessando documentos sensíveis da instituição financeira.
Os mandados de prisão preventiva foram emitidos contra seis pessoas, enquanto outros dez mandados de busca e apreensão foram autorizados. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e criptoativos de indivíduos e empresas envolvidas no esquema criminoso.
A investigação começou em dezembro de 2025, quando o funcionário do banco notou que sua linha telefônica havia sido desativada repentinamente. O número foi transferido para um chip manipulado pelos criminosos, que então acessaram dados internos da instituição. Embora o acesso tenha durado aproximadamente 48 horas, a Polícia Civil confirmou que não houve movimentações financeiras durante esse período.
Um funcionário de uma operadora de telefonia está entre os investigados, suspeito de facilitar a troca do chip. Ele e um comparsa teriam recebido cerca de R$ 44,7 mil em transferências via Pix em um curto espaço de tempo, o que levanta ainda mais suspeitas sobre a participação de funcionários de empresas de telefonia no esquema. Conforme a polícia, os suspeitos operavam um serviço clandestino que permitia a transferência de linhas telefônicas, utilizando dados pessoais das vítimas para aplicar golpes.
Com movimentações financeiras atípicas superando R$ 3,7 milhões e um depósito em criptoativos estimado em R$ 5 milhões, a quadrilha estava claramente bem estruturada. A investigação continua, com a Polícia Civil empenhada em identificar e responsabilizar todos os envolvidos nesse esquema que afetou a segurança de instituições financeiras e a confiança dos clientes.



