Uma madrugada de terror foi vivida por moradores de um condomínio na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, quando um lutador de jiu-jítsu, Lucas Portela Fontana Gomes, foi preso após agredir brutalmente duas vizinhas. O caso, que está gerando repercussão na comunidade, ocorreu na quinta-feira (5), e uma câmera de segurança do elevador registrou a violência que chocou a todos.
De acordo com a investigação, tudo começou por volta da 1h da manhã, quando Lucas, aparentemente alterado, invadiu o apartamento de uma idosa de 66 anos, após reclamações sobre barulho em seu imóvel. A situação escalou rapidamente, e a mulher foi severamente agredida. Os gritos de socorro da idosa atraíram a atenção de uma vizinha, de 40 anos, que decidiu intervir.
Ao subir ao terceiro andar, a mulher se deparou com Lucas no elevador. Em uma cena horrenda, ele exigiu que ela se ajoelhasse, dando início a uma sequência de socos e cotoveladas que deixou a vítima em estado crítico. A brutalidade do ataque foi tamanha que, mesmo com a tentativa de defesa, a mulher não conseguiu evitar os golpes.
As agressões não pararam por aí. Lucas ainda estrangulou a vizinha e a derrubou no chão, continuando a espancá-la enquanto ela lutava para respirar. Apesar da presença dos cães do corredor, que pareciam tentar proteger a mulher, ninguém apareceu para ajudar até que a situação se acalmou e Lucas saiu do elevador.
Com ferimentos graves, a mulher conseguiu sair e se refugiar em um posto de gasolina próximo, enquanto Lucas retornou para seu apartamento. A situação só foi controlada pela polícia na manhã seguinte, quando agentes do 6º BPM e da Guarda Municipal foram acionados. Ao tentarem prender Lucas, ele reagiu e tentou agredir um policial, resultando em um confronto em que os agentes tiveram que atirar nas pernas do agressor para contê-lo.
Lucas permanece sob custódia da Justiça, enquanto as vítimas foram levadas para o Hospital Municipal Souza Aguiar. A idosa continua internada, mas está estável, enquanto a vizinha agredida já recebeu alta. O caso está sob investigação na 18ª DP e levanta questões sobre a segurança e a violência que podem estar mais próximas do que imaginamos.


