sexta-feira, 06/11/2026

24° Duque de Caxias Nublado · máx 28° mín 23°

São Paulo confirma 67 casos de mpox em um mês

Desde o dia 4 de outubro, que corresponde ao início da 40ª semana epidemiológica, o estado de São Paulo registrou 67 casos confirmados de mpox. O número representa cerca de 22% do total de…

Compartilhe:

Desde o dia 4 de outubro, que corresponde ao início da 40ª semana epidemiológica, o estado de São Paulo registrou 67 casos confirmados de mpox. O número representa cerca de 22% do total de casos confirmados no território paulista em todo este ano, o que demonstra um aumento de infecção nos últimos dias.

Entre janeiro e esta sexta-feira (6), o estado já confirmou 300 casos da doença, sem óbitos. Do total de casos confirmados neste ano, 197 foram registrados na capital paulista. 

Notícias relacionadas:

Os dados estão disponibilizados na plataforma Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde, da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo.

Em todo o ano passado foram contabilizados 423 casos da doença. Em 2024, foram 1.134.

Segundo a secretaria, apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter encerrado a emergência de saúde pública de importância internacional em setembro de 2025, a doença permanece sob monitoramento, com realização de exames laboratoriais e rastreamento de contatos para identificar possíveis cadeias de transmissão.

“Seguimos monitorando o cenário epidemiológico e orientando os serviços de saúde para que estejam preparados para identificar e notificar rapidamente qualquer suspeita”, explicou Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), por meio de nota.

Transmissão

A mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus MPXV. A transmissão entre pessoas ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, mucosas e secreções de pessoas infectadas, inclusive durante relações sexuais. 

O compartilhamento de objetos contaminados, como roupas de cama, toalhas e itens de uso pessoal, também pode transmitir o vírus.

A doença pode provocar lesões na pele e nas mucosas, inclusive na região genital, que podem ser acompanhadas de febre, fraqueza, inchaço dos linfonodos (ínguas), dores musculares, nas costas e na cabeça.

Para reduzir o risco de infecção, a secretaria orienta que a população evite contato próximo ou íntimo com pessoas que apresentem sintomas suspeitos e não compartilhem objetos pessoais. É importante higienizar frequentemente as mãos com água e sabão ou álcool em gel.

Crédito da imagem: REUTERS/Dado Ruvic/Proibida reprodução