terça-feira, 03/11/2026

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Jovem de 14 anos perde a vida em afogamento em lago de pedreira em São Gonçalo

Na tarde de domingo (1º), uma tragédia abalou o bairro Lindo Parque, em São Gonçalo, quando um jovem de apenas 14 anos, Rodrigo José Oliveira Barreiro, morreu afogado em um lago artificial, resultante de…

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Na tarde de domingo (1º), uma tragédia abalou o bairro Lindo Parque, em São Gonçalo, quando um jovem de apenas 14 anos, Rodrigo José Oliveira Barreiro, morreu afogado em um lago artificial, resultante de escavações em uma pedreira da região. O adolescente estava acompanhado de amigos e mergulhou na água, mas não conseguiu retornar, desaparecendo rapidamente. Após intensas buscas que duraram cerca de duas horas, os bombeiros localizaram seu corpo a cinco metros de profundidade.

O padrinho de Rodrigo, Marcos André de Souza Santos, esteve entre os moradores que se lançaram nas águas em um esforço desesperado para encontrá-lo. “Eu entrei dentro da água procurando, mas ele já estava submerso. Por horas, tentamos, mas ele estava no fundo”, lamentou. A busca comunitária serviu para demonstrar a solidariedade dos vizinhos, que se uniram em um momento tão difícil.

O enterro do adolescente ocorreu na segunda-feira (2), no Cemitério de São Gonçalo, deixando amigos e familiares em profundo luto. Os moradores da área expressaram preocupação com a falta de segurança do local, que, segundo eles, não tem nenhuma barreira que impeça o acesso. Com o lago se formando ao longo do tempo, as crianças começaram a frequentar a área, sem ter conhecimento do perigo que ela representa.

“Eu não sabia que tinha essa fundura. O lago está enorme, parece o Piscinão de Ramos”, disse Marcos, enfatizando a necessidade de um isolamento adequado para evitar novas tragédias. O local, que se tornou um ponto de atração para os jovens, também levanta questões sobre a responsabilidade das autoridades em garantir a segurança dos cidadãos.

A Polícia Civil, através da 72ª DP de São Gonçalo, já iniciou investigações sobre as circunstâncias que levaram à morte de Rodrigo. O adolescente estudava em Saquarema e tinha planos de completar o nono ano. “Ele me dizia que eu era o herói dele. Agora, tudo que resta é a saudade”, recordou o padrinho, visivelmente emocionado.

Essa triste ocorrência reforça a importância de se discutir a segurança em áreas de risco, especialmente em locais que atraem o público jovem. A comunidade aguarda por respostas e, mais importante, medidas que evitem que episódios como esse voltem a ocorrer.